sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Segredos da Lua
No céu a lua encantava meus olhos que cansados já não a admiravam com o entusiasmo que merecia. Ela havia encantado minhas noites e meus mais lindos sonhos. Iluminou aquele rosto que me admirava em silêncio, e navegava em meus desejos sem pedir permissão. Mais uma noite acabava em suspiros de saudade precoce, saudade sem conserto antes de uma semana. Talvez aqueles dias todos passassem rápido, ou talvez desfilassem pacientemente como o casal de tartarugas que admiramos dias atrás. As ondas sorriam tanto quanto nós, e já sentiam falta daquelas palavras sussurradas que dançavam com o vento, inconscientes. Meus olhos fitavam os teus, que a poucos centímetros estavam dos meus, brilhavam e me encantavam cada vez mais, e no rádio uma música dizia, mais ou menos assim: ‘Não chores morena se à noite sinuela, povoar de estrelas teu meigo sonhar, E quando enxergares a estrela cadente, é meu sonho insistente a te cortejar’. Meu coração acelerava, a despedida se aproximava, e nenhum de nós desejou tal sofrimento. Queríamos mais horas juntos, mais abraços, mais tardes onde ninguém precisasse falar nada e em que pudéssemos escutar apenas a batida dos nossos corações. Desejávamos mais palavras, mais declarações, mais beijos e mais aquilo tudo que durava sempre, tão pouco tempo. Por fim não houve saída, te abandonei, mas deixei um pouco de mim contigo, era sempre assim, não conseguia sequer olhar para trás. Era sempre como se fosse um para sempre ou nunca mais, tamanha saudade e tamanha vontade de estar perto de ti.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Fadas
Depois de dias de saudade, a bela moça rendeu-se aos encantos do jovem cantor, que ofereceu-lhe versos, trocou caricias, e novamente, fez juras intermináveis. Ela sabe o sentido de render-se, e ele incrivelmente também sabia. Ele desconhecia verdades, desconhecia também tudo que era real, assim como ela. Se perdiam em olhares, em desejos, não pretendiam tão cedo saber o que o destino lhes esperava. Em outro paraíso, uma bela flor, acabara de desabrochar. Esta flor trazia consigo uma missão, mais intensa e difícil, impossível de ser transportada por outro ser. A moça lembrava o real sentido do amor, pensou tanto em outras coisas, em outros projetos e planos, que esqueceu o quão bom era ter aquele aperto no coração, o frio na barriga, a pela lentamente arrepiando, sem que ela precisasse fazer algum esforço. Então, decidiu se desfazer dos velhos e importantes planos, afinal de contas, o que seria de uma fada, de uma flor ou de uma linda mulher, sem um sorriso apaixonado no rosto. Depois de tantos dias de sol, na beira do rio, rendeu-se mais uma vez, aos segredos imaginários de um amor qualquer, qualquer amor que a fizesse amar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Depois de 'um' dia
Depois de uma dia como hoje, descobri que não existem dias perfeitos. Também descobri que não vale muito apena ser o que a outra pessoa gostaria que você fosse. Descobri muitas vezes que o melhor é não planejar, o certo é entregar as passagens e a confirmação de diária sem a outra não ter nem tempo para pensar. Descobri que coisas ditas uma unica vez ao pé do ouvido como segredo, são mais lembradas do que aquelas que repetimos inúmeras vezes, com um imenso medo de serem esquecidas. Ah, eu descobri tantas coisas hoje. Descobri que vale mais apena acordar com um lindo sorriso, e esquecer o final do dia anterior, do que lembrar e tentar e resolver, muitas vezes o coração só dói mais. Descobri que no meu coração, ainda cabem muitos amores, tirando aquele, que eu não quero que saia 'dali', tão cedo. Descobri também, que é bom ter companhia em noites de chuva e vento forte para dormir, é bom ter alguém para implorar para não te abandonar ali. Tem outra, descobri também que não adianta esperar mais por aquela ligação, que depois de um ano não chegou, pode ser que se eu parar de esperar ela chegue. Descobri que corações apaixonados doem muito, e que não existe remédio para curar ele ainda, e que se existe, não pode ser divulgado, porque se não, nenhum ser desta terra, amaria mais. Eu descobri que tenho um ombro para chorar, um amigo para ouvir e colega para rir, e descobri que tudo isto com chocolate é muito bom. Descobri que atenção demais cansa, e de menos machuca. Descobri que sinto falta de mais carinho. Descobri que não preciso mais esperar por aquele verso as escuras, no pedaço do guardanapo no restaurante, porque os homens já não acreditam mais nestas crendices. Ah, e também não valorizam noites desperdiçadas sonhando com eles (que se pronuncie quem pense diferente). Eu descobri enfim, coisas tão simples de descobrir, mas que os olhos e o coração muitas vezes não querem descobrir. E descobri a melhor coisa de todas, eu descobri que SOU FELIZ.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A Moça da Janela ao Lado VIII
A Moça da Janela estava perdida em meus pensamentos, perdida em meus sonhos, e em todos os meus antigos desejos. Sim, porque os desejos mudam, os desejos são colocados em pedestais assim como são esquecidos, deixados de lado, como uma poesia sem rima. Hoje eu ela somos bem mais que um só, e ela não é mais um destes desejos, é a minha realidade.
Fez um ano no mês passado, um ano que esta nossa história começou a existir. Bem, na verdade um ano que me apaixonei por aqueles olhos, e que tive a certeza de que minha vida só seria completa, se ela, aquela linda moça, estivesse ao meu lado. E minha insistência fez com que ela finalmente estivesse. Hoje ela é a minha mulher, minha amante, companheira, alguém que faz de mim alguém melhor. E ela sabe, sabe a importância que tem em minha vida, e o quanto a nossa história pode ser importante no futuro. Digam-me, quantas histórias como esta você já ouviu, quantas histórias que começam desta forma você já ficou sabendo? Eu, garanto que desconheço amor mais lindo que este.
E mesmo longe sinto ela perto de mim, e quando perto, de tão perto, sinto a distancia e a saudade antecipada. Somos fiéis ao nosso amor, conquistei isto nela, consegui. Sei que o coração dela percebe o que sinto, e compreende tamanho amor que tive ao me entregar a ela. Nós dois sabemos que tudo que passamos juntos até hoje, vale bem mais que estas palavras que acabei de escrever.
Um segundo, só um segundo, ela chegou...
Premiação Centro de Escritores Lourencianos
Hoje, quero dividir com todos minha felicidade, acabei de receber a noticia da premiação do Concurso Literário Pérola da Lagoa, organizado pelo Centro de Escritores Lourencianos. Ano passado me classifiquei com o primeiro lugar, na categoria "Conto", este ano foi a vez da poesia, com ela classifiquei 'Segredo', em segundo lugar. Esse premio, dedico a uma professora em especial, que quando disse que não sabia escrever poesia, me respondeu 'Um poeta escreve qualquer e todas as coisas'. Obrigada por esta dica! Segue então o poema:
Segredo
Comparei os teus olhos, com as gostas da chuva,
Que disfarçam e caem em uma noite qualquer
O teu sorriso, bem mais que um desejo,
Encanta meu pensamento na luz do luar
Fechei os meus olhos para sentir teu perfume
Que exala em mim, um cheiro flor.
Meu corpo no teu, se unindo em poema.
Pra tirar a tristeza, mera dor sem fim.
Protegi o teu sonho, mais sagrada magia
Enfeitando a luz, da estrela no céu.
O mistério da noite, ironizou o teu beijo
Delicado segredo, que guardou junto a mim
O coração acelera, na velocidade do tempo
Acalmando o momento, com beleza e com paz
A verdade bem dita, vale mais que o tesouro,
Hoje presente, nessa história de amor.
Que disfarçam e caem em uma noite qualquer
O teu sorriso, bem mais que um desejo,
Encanta meu pensamento na luz do luar
Fechei os meus olhos para sentir teu perfume
Que exala em mim, um cheiro flor.
Meu corpo no teu, se unindo em poema.
Pra tirar a tristeza, mera dor sem fim.
Protegi o teu sonho, mais sagrada magia
Enfeitando a luz, da estrela no céu.
O mistério da noite, ironizou o teu beijo
Delicado segredo, que guardou junto a mim
O coração acelera, na velocidade do tempo
Acalmando o momento, com beleza e com paz
A verdade bem dita, vale mais que o tesouro,
Hoje presente, nessa história de amor.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Confidências
A lua tomava conta dos espaços mais insanos do meu coração, aquela noite, todas aquelas estrelas brilhando no céu, um frio que invadia até mesmo minha mente, vazia de sonhos e inspirações. De longe eu te olhava e admirava os pequenos detalhes, visíveis somente aos meus olhos loucamente apaixonados. Imaginava o que seria de nós dois em uma noite fria como aquelas, a meia luz e saboreando um vinho, fazendo juras nem tão secretas assim. Eu sorria a cada vez que me olhavas, e disfarçava os desejos meus. Meu sorriso era tímido igual ao sorriso que a lua tinha naquela noite.
Eu sabia que mais uma vez estava me entregando aos teus mistérios, aos segredos do teu olhar, a magia que cada beijo teu tem. E tu te rendias assim como eu, graças a minha insistência, e a minha louca vontade de te ter cada dia mais ao meu lado. É, é maluca mesmo essa coisa de paixão e amor, chega quando a gente menos imagina e quando a gente mais precisa. E sem a gente nem se dar conta, ocupa um espaço incrivelmente importante em um coração tão carente de afeto.
E acaba encontrando naquela pessoa, coisas que a gente procurou durante muito tempo, e julgou até mesmo nunca encontrar. A gente encontra na outra pessoa o consolo que nunca teve em troca, o beijo apaixonado e que tira o fôlego, que sempre faltou um pouquinho para acontecer. E a gente até mesmo fecha os olhos, e que confia naquele corpo que ao teu lado te aquece, e te protege durante a noite mais assustadora do mundo.
Enfim, eu criei coragem para entregar meu coração ao novo e inesquecível amor. Mesmo sabendo que brigas, desentendimentos, palavras mal explicadas seriam comuns. E hoje tenho ao meu lado alguém que não precisa nada para me fazer feliz, o sorriso e a felicidade que eu encontro naqueles olhos, são suficientes para eu acreditar que quando a gente menos imagina, bate um presentinho a nossa porta, para fazer toda diferença em uma vida, que já não tinha graça.
P.S ao amores
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Sonho Intímo
Não quero mais segredos, nem ter medo de contá-los
Quero apenas sentir teu corpo se aproximando do meu
E teus olhos me devorando em silêncio
Sem mistérios e nostalgias pra complicar o meu prazer
Eu quero tardes de sossego e calmaria
De mil promessas e constantes alegrias
Te quero ao meu lado como o mais intenso desejo
Debaixo da figueira em sinfonia num dia de sol
Formar contigo um corpo só, sem pressa
Dividir contigo os meus medos e anseios
Desvendar os teus segredos, e te tornar o meu
Quero agora mais do que nunca tua boca perto da minha
Tua mão escorregando em cada desconhecido meu,
Quero o calor aquecendo o meu sono
E te quero como um pecado, sempre.
Quero apenas sentir teu corpo se aproximando do meu
E teus olhos me devorando em silêncio
Sem mistérios e nostalgias pra complicar o meu prazer
Eu quero tardes de sossego e calmaria
De mil promessas e constantes alegrias
Te quero ao meu lado como o mais intenso desejo
Debaixo da figueira em sinfonia num dia de sol
Formar contigo um corpo só, sem pressa
Dividir contigo os meus medos e anseios
Desvendar os teus segredos, e te tornar o meu
Quero agora mais do que nunca tua boca perto da minha
Tua mão escorregando em cada desconhecido meu,
Quero o calor aquecendo o meu sono
E te quero como um pecado, sempre.
Relembrando
Buenas, esta crônica foi postada pela primeira vez em outubro de 2010, e hoje decidi coloca-lá novamente, para tentar fazer uma pequena e singela homenagem, a uma pessoa que amo muito. Na ultima semana minha avó, foi hospitalizada com uma pequena infecção nos pulmões, e hoje está na UTI do Hospital São Francisco de Paula (Pelotas), sendo monitorada por excelentes médicos. Sei que as coisas não estão fáceis, mas acredito na vontade dela de ficar boa.
ANTIGAMENTE
Hoje, diferente dos outros dias, me peguei lembrando da infância, mas aquelas lembranças enroladas com saudade. O tempo amanheceu feio, escuro, quase chovendo, e eu lembrei das inúmeras tardes que minha responsabilidade era apenas estudar. Todos os dias de chuva, com charme e denguinho, fazendo um beicinho pra mãe ou pro pai, eu conseguia inverter as situações e faltar a aula. E a programação era certa. Bolo e pipoca na casa da vó, filmezinho com a mãe, ou passei para ver o ‘grande’ movimento na praia com o pai. Naquele tempo, eu ainda era filha única, e todos os carinhos eram reservados a princesinha da casa.
Me permiti perceber o quanto incrível são essas sensações, e o quanto nós não valorizamos estas atitudes, estes tempos e momentos dedicados a nós, com o maior e mais verdadeiro amor. Depois que a gente ‘cresce’, a gente percebe que falta faz um carinho assim. A gente percebe o quão diferente seria se pudéssemos nos desligar do trabalho, da vida pessoal, da escola, pra repetir estes momentos. Percebemos a importância que tem nas nossas vidas cada gesto e cada atitude. A vó que mora longe, a outra vó que já não pode se dedicar só pra gente, os vôs que nos deixaram e que nos guiam lá do céu. A mãe e o pai, que tem mais duas mocinhas na volta, pra dedicar todas estas coisas também.
Agora nos resta recordar e preservar estas lembranças, pois um dia vai ser a nossa vez de repeti-las, com os filhos, os netos ou os sobrinhos. Vale hoje, manter em nossos pensamentos, que todas estas lembranças se incluem no nosso crescimento, no amadurecimento pessoal de cada um. Foi o bolinho de chuva, foi o café com leite condensado, foi a ‘cueca’ frita.. Foi um carinho, e é o amor!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Lagoa
O silêncio do começo da manhã estava presente comigo em cada passo, a cerração inundava aquela lagoa de magia. Fantasmas, marinheiros e pescadores perdidos na solidão de mais uma madrugada, sem abrigo e sem nenhum refugio para o amor. Cada lugar ali era composto de sentimentos, lembranças que outrora foram ou ainda são inesquecíveis. Fazia frio, um vento soprava e balançava meus cabelos, o tempo não sabia o que seria dele ainda, confuso estava. Na folha amarelada que guardei um dia, para nela escrever o mais lindo poema, delicados pingos caiam da arvora que confortava meus pensamentos. Eu estava ali, e nem o canto dos pássaros poderia atrapalhar o meu silêncio. O momento que era tão meu, mas que havia deixado de ser a tanto tempo. Redescobri então os meus temores, e transformei-os em sonhos, a serem plenamente realizados. A lagoa cantava em silencio os meus desejos e preenchia meu coração com alegria. O mistério daquela manhã ficou gravada na minha alma, como promessa de solução. Perfeitamente compreendi que quando meu coração sufoca e pede socorro o lugar mais certo e mais preciso para me socorrer, é o esconderijo, ao lado da pedra, de baixo de uma árvore, em frente a lagoa, num dia frio, onde todos os seres existentes ali, irão me tocar lentamente para tirar qualquer dor.
Emanuelle Freitas
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Naquela Noite
Fazia frio naquela noite, mais frio do que nos corações que mesmo perto, estavam distantes. Era como se nada tivesse existido, como se nada valesse a pena. Tudo havia sido apagado em pequenos e doloridos instantes. Ele falou coisas que não queria falar, e ouviu dela coisas que não sonhou ouvir. Ela sentiu uma dor no coração diferente daquelas, que sentia quando o amor era demais, e chorou uma lágrima sem motivo, e sem entender, sentindo um medo inexplicável. Os dois saíram daquele lugar, ela pedindo para que o mundo inteiro desabasse, e ele completamente sem palavras, se reação alguma. Nem o telefone nem o coração tocou naquela noite. O sono foi pesado, preocupante. No outro dia seria o julgamento, a hora de colar na mesa o que estava causando aquilo tudo. Para a surpresa dos dois, ninguém foi corajoso o suficiente para tocar no assunto, era como se estivessem com medo de piorar as coisas. Esqueceram, apenas esqueceram. Um beijo soube prever o futuro, e o que parecia estragar toda a história, foi suficiente e importante para fortalecer cada batida daqueles corações. E hoje, se algum pergunta se existe amor, a unica resposta que vem daqueles lindos lábios é: ''Existe em nós algo muito mais lindo do que o amor, algo desejado como um diamante, e que enlouquece cada desejo e cada batida dos nossos corações.''
P.S A Tua Moça da Janela
O Segredo da Calçada
Ela usava sapatos vermelhos envernizados
E seus passos marcavam delicadamente o chão
Procurava pelas vitrines o borralheiro perfeito ou sei lá o que
De um futuro indefinido, e não tanto sonhado, como qualquer outro tempo
Desejava ser rainha dos feitiços secretos
A louca mulher, de mistérios invencíveis
Com doçura no olhar, e fogo em seus desejos
Com sorriso, que sem querer, causa arrepios
As buzinas dos carros eram enlouquecedoras
Se misturavam as musicas de propaganda
Calçadas inundadas de gente, de povo
E ela seguia sorrindo, sem direção
Na bolsa carrega velhas frescuras e amarelos poemas
Versos que a inspiram a loucas e delirantes paixões
Pensamentos envolvidos em quase nada
De um desejo incerto, na onda que afoga
E sem saber onde vai e quem procura
Segue firme cada passo, cada degrau e cada sentido
Sem ousar imaginar, e sem querer sonhar, mais uma vez
No indeciso e preocupante amor no coração.
E seus passos marcavam delicadamente o chão
Procurava pelas vitrines o borralheiro perfeito ou sei lá o que
De um futuro indefinido, e não tanto sonhado, como qualquer outro tempo
Desejava ser rainha dos feitiços secretos
A louca mulher, de mistérios invencíveis
Com doçura no olhar, e fogo em seus desejos
Com sorriso, que sem querer, causa arrepios
As buzinas dos carros eram enlouquecedoras
Se misturavam as musicas de propaganda
Calçadas inundadas de gente, de povo
E ela seguia sorrindo, sem direção
Na bolsa carrega velhas frescuras e amarelos poemas
Versos que a inspiram a loucas e delirantes paixões
Pensamentos envolvidos em quase nada
De um desejo incerto, na onda que afoga
E sem saber onde vai e quem procura
Segue firme cada passo, cada degrau e cada sentido
Sem ousar imaginar, e sem querer sonhar, mais uma vez
No indeciso e preocupante amor no coração.
Emanuelle Freitas
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Palco das Inspirações
III
Depois de dias a espera de um sorriso, de um palavra ou apenas um olhar.
Ele de cabeça baixa e olhos tristonhos, se aproximou dela, lentamente.
Ela, repentinamente se assustou, não espera tal atitude depois dos últimos dias
Sabia que as coisas estavam complicadas, tanto na vida, como no amor
Ele pediu um abraço, sem ainda não levantar o rosto,
Ela, tristemente, percebeu que um lágrima deslizava seu rosto, e pingava solitária
Na gola de rendas, comprada a tempos, na lua de mel.
Aceitou o abraço, e sentiu que nele existiam pedidos mil,
Sem perceber sorriu, lembrou do primeiro abraço, ao lado da escada.
Ele sem precisar falar, olhou firmemente em seus olhos implorando perdão.
Por não ser mais como era antes, por não trata-la como sempre a tratou
Por subitamente ter deixado para trás todas as juras e noites de amor.
Ela sabia que nunca havia cobrado coisa alguma, era assim, e ele sabia
Então, decidiu esquecer de todos os enganos e dores, que sem querer, ele causou
Queria lembrar do sorriso, do cheiro que fica no roupa, do calor que sentia a cada beijo
Ele a beijou em busca de verdade, a verdade que somente naquele beijo ele encontrava.
Encontrou, sabia que ali ele iria esconder-se de qualquer tristeza, medo ou receio.
Mais uma vez, o leite quente foi preparado, e o olhar voltou a brilhar, no canto daquela sala
Folhas agora estavam sendo pequenas para tantos poemas, histórias.
Aquele pequeno corpo de mulher, outra vez se tornava a mais bela das obras de Deus, somente,
para ele.
Emanuelle Freitas
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Palco das Inspirações
II
Os dias estão esquentando, uma mudança repentina no clima, na noite, no frio.Ela agora olha pela fresta da porta, faz pouco que ele saiu de casa,
Levava consigo um envelope, onde parecia ter várias folhas, quem sabe anotações,
Ela se preocupava, as coisas estavam difíceis, os olhos dele já não a admiravam da mesma forma
Ele agora era frio, mesmo o dia estando quente, naquele sentido de carinho e compaixão
Depois de tempos, ela ficara sabendo sobre as coisas, sobre os poemas e todas as outras histórias
Tentou conversar com ele, não foi atendida, ele estava em outra sintonia, em outro mundo.
E aos poucos, as coisas foram mudando, e foram se transformando, a magia simplesmente acabou.
Emanuelle Freitas
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Palco das Inspirações
I
Seus olhos brilham, como sempre, como o primeiro dia.
Ele a admira de longe, sabe que aquele coração a ele pertence.
O leite estava pronto, tão pronto quanto ela naquele dia, naquele momento.
Ele lentamente acariciou seu resto, o rosto de tantas inspirações e poemas.
Naquele momento, escrevia uma peça, ela não sabia, mas era para ela.
Queria vê-la novamente nos palcos, como quando se conheceram
Ela irradiava desejos e sentimentos surreais, mágicos.
E ele cada vez mais encantado, por aquele pequeno corpo de mulher.
Emanuellle Freitas
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Você foi o melhor dos meus planos, E o pior dos enganos que eu pude fazer (Roberto Carlos)
Desabafo de Abril
É manhã fria de principio de abril, e uma preocupação ocupa meu corpo neste instante. Coisas ruins e preocupantes invadem qualquer pensamento que eu ousei ter. Meu coração aperta em saber que atitudes mal pensadas podem estar hoje prejudicando quem eu tanto amo, e a quem tem tanto carinho por mim. Fico com diversas opiniões, diversas forças de resolver tudo isso. Dar um fim antes que prejudique outras pessoas, ou prejudique mais uma vez esta, ou continuar e silenciar, não cobrar carinho e nem visitas, não cobrar encontros noturnos nem almoços em família. Antes de qualquer coisa acontecer, já tinha duvidas, e tinha preocupações, eu queria abandonar aquele sonho, aquele lindo campo que o destino me proporcionou trilhar. Eu estava confusa, eu tinha meus medos, e confesso, eles estão cada vez mais presentes em mim. Hoje meu medo é tão simples quanto qualquer outro medo. Quero ser tua mas sem estar presente em tua vida, quero que sejas meu, sem precises sofrer com isso, sem que minha vida prejudique a tua, sem que meu amor não seja suficiente para fazer o teu feliz.
A Tua Moça da Janela ao Lado
quarta-feira, 23 de março de 2011
Do Alto da Montanha de Chocolates
Não me deixe viver o que posso,
que me seja permitido desaprender os limites.
(Carpinejar)
segunda-feira, 21 de março de 2011
E agora que eu amo você, o mundo não precisa nunca mais girar. (Nando Reis)
A Moça da Janela Ao Lado VII
Era noite fria de final de setembro, o aniversário da minha moça havia sido a dias. Como de costume, estávamos passeando pela praia, a praia dos nossos segredos e juras. Ela era alegre, divertida, às vezes mais do que eu. Eu estava devendo para ela um passeio, um tempo só para nós dois, pena que o dia escolhido não era o mais apropriado. Era o dia do meu jogo, peguei ela no lugar combinado, completamente suado, pobre moça.
Para falar a verdade, não era com isto que eu estava preocupado naquele momento. Eu queria somente aproveitar a minha menina, a minha moça da janela, daquela janela que nunca mais será a mesma sem esta nossa história. Ela me olhava e mudava surpreendentemente de cor, do vermelho para o rubro e isso, mais do que qualquer coisa me deixava completamente louco. Mas o que esperar de uma noite chuvosa, de frio, com ventos fortes que quase carregavam o carro? É claro, carregar a morena dos meus sonhos para o meu abraço, e cuidá-la e protegê-la, e mais algumas coisas que só duas pessoas, romanticamente falando é claro, podem sentir e viver.
E beijo vai, e carinho vem, um suspiro silencioso encerrou aquela interminável troca de carinhos, e de calor. Calor, que esquenta, calor que aquece, calor que faz suar, calor que deixa o vidro do carro embaçado. Ah, eu estou narrando uma história, havia prometido não narrar, queria entregar a moça todos estes textos como um romance, daqueles que via minha mãe lendo quando era novo, e dizia ser coisa de ‘mulherzinha’. Lembrando do vidro embaçado, lembro também do circulador de ar que liguei durante aquele encontro. ‘Maldito’, acabou com a bateria do carro e o que falar para ela, que mesmo preocupada não tirou o sorriso por nenhum instante daquele lindo rosto. Depois de algumas horas, e da cidade inteira estar completamente vazia, resolvemos o problema, e ela mais uma vez me surpreendeu, me dando um beijo demorado no rosto enquanto eu começava a dirigir.Mas não quero falar de problemas, nem deste acontecimento inédito e maluco com a moça. Quero mais uma vez dizer que ela me surpreende, que ela me encanta, e que eu já não tenho o que admirar. Sabe, começo de inverno me deixa cheio de idéias, aquela morena, que perfuma meus dias como o mais incrível aroma de Lírios, olhando comigo um filme, se preocupando com meu sono, me enchendo de carinhos. Prefiro guardar, esperar o friozinho gaúcho, as baixas temperaturas no ambiente, a alta temperatura naquele corpo.
Depois de um tempo, descobri que os meus medos, vem acabando ao poucos, e que o principal deles me surpreendeu mais do que ela. Eu sinto amor dentro de mim, um amor que já não cabe mais no peito e que não deixa nunca de sair pela boca, só para eu ver ela disfarçar um sorriso apaixonado. Eu tenho uma verdade na minha vida, que eu já não acreditava, bendito foi o dia que olhei para aquela janela, e que permiti viver uma louca aventura de amor. Ah, bendita seja aquela moça.
Emanuelle Freitas
P.S em especial, ao dia 23 de agosto de 2010, dia em que eu permiti o final para um história, que hoje se encaixa perfeitamente em minha vida.
Tudo pelo que não sinto.
Eu sinto muito, pelo dia que encontrei no abraço de alguém o meu conforto, e sinto por ter feito daquele abraço o começo de um sonho, que eu não mais acreditava.
Eu sinto por ter permitido idéias para o final daquela história.
Sinto por ter aceitado cada convite, cada passeio, cada brincadeira que passou despercebida e eu não soube agradecer.
Sinto por ter gostado daquele cheiro, que hipnotizou todos os meus sentidos, transformando-o em segundos nos meus desejos mais insanos.
Sinto por ter me deliciado com aquelas mensagens e com o carinho que tinha nelas, por mim.
Sinto por ter me encantado com aqueles olhos, aquela boca e aqueles beijos, que me faziam viajar por instantes inacabáveis e inesquecíveis.
Sinto muito, por ter me entregado a este amor, que é tão verdadeiro e tão bonito.
Sinto muito pelas coisas bonitas que digo, e pelas tantas outras que percebes apenas com meu olhar.
Sinto por ser tão especial este amor em minha vida, e sinto por fazer dele um refugio para todos os meus medos.
Sinto por aceitar teus conselhos e acreditar em tudo que dizes para mim.
Sinto por ver nos teus olhos o carinho que eu sempre sonhei.
Sinto por adormecer nos teus braços depois de um filme qualquer.
Eu sinto por adorar o teu sono e por sonhar tantas noites com ele.
Sinto tanto por ser incrível assim os dias e as horas, mesmo guardadas em segredo.
Eu sinto por ter me encontrado na tua verdade. E mais ainda, eu sinto tanto por te amar demais.
10/03/2011
Emanuelle Freitas
São Lourenço do Sul
Dez de março de dois mil e onze
Hoje é o começo de semana mais diferente de todos da minha vida, é tudo novo, mesmo sendo igual. Alguns dias depois da catástrofe que transformou a nossa cidade. Depois da maioria das famílias terem voltado para as suas casas e estarem aos poucos tentando reconstruir as vidas. Hoje é dia de relembrar, de ouvir os relatos dos colegas que se reencontraram e que passaram por situações parecidas e amedrontantes. Hoje é dia de começar a agradecer todo apoio que as outras pessoas deram, as pessoas que acolheram e que souberam abraçar em silencio, para tentar curar aquela dor. Depois de andar por dentro da casa e ver que fotos de infância guardadas com carinho e cuidado, roupinhas de bebê de três gerações, o primeiro sapatinho, a almofadinha da porta do quarto do hospital, bonecas e brinquedos, quinquilharias cuidadosamente resgatadas das etapas da vida. Agendas, livros e diários, caixas de cartas nunca entregues, presentes comprados e guardados como o mais sigiloso segredo. Segredos escondidos que foram revelados e não sofreram nenhum tipo de julgamento, tudo era compreensível naquela hora. Um único sorriso na hora da salvação de um anel de 15 anos, não pelo valor, mas sim pela importância, a lembrança do dia, do acontecimento. A lágrima que caiu sem nenhum esforço depois que uma foto guardada a sete chaves foi encontrada na quadra seguinte, naquela hora, as pessoas não estavam tão preocupadas com as casas mas sim com a importância da história de cada um. Hoje é dia de refletir sobre tudo que foi dito e foi prometido, e dia de perceber que quem me prometeu que tudo ia se ajeitar, confiava em mim, e sabia que eu seria forte e encontraria coragem em algum lugar para ajudar e para reconstruir. Depois do barro e da tristeza vem a solidariedade, recuperei minhas coisas, ‘organizei’ minha casa, e fui ‘ajudar’, ajudar quem perdeu mais do que eu, ajudar quem não foi abraçado, quem não foi acolhido, ajudar aquele que não encontrou força e nem coragem, e talvez isso tenha me ajudado ainda mais. Hoje é dia de unir-se ao outro, ao vizinho, ou morador da rua de traz, ao pescador, pedreiro, hoje é dia de toda a população unir-se ainda mais, temos uma cidade precisando de ajuda. Depois do susto, das perdas, das lágrimas e da dor, e hora de curar e sarar a beleza de nossa cidade, reorganizar ruas, árvores e toda uma estrutura a tão pouco concluída. Hoje é dia de recomeçar. Depois de todos estes dias, a única coisa que ainda acredito, é em uma frase de um poema, que diz: ‘Há coisas que tem valor, outras só tem preço’.
Emanuelle Freitas
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